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Responsividade materna: A relação mãe-bebê

Como falamos em nosso post sobre o sono do bebê, cada bebê e cada mãe são únicos, o que significa que eles precisam de um tempo para se conhecerem melhor. Isso passa por diversos fatores: a mãe ouvir e ver o bebê e passar a identificar suas necessidades a partir disso, e o bebê passar a ouvir e ver a mãe, sua família e o ambiente onde ele vive.


Muitas vezes, bebês pequenos parecem quietos e passam a impressão de que não estão nos ouvindo, vendo ou entendendo. Contudo, a ciência o contrário: os bebês podem não falar no início da vida, mas estão muito atentos a tudo o que a mãe faz, mesmo que sejam ações muito simples. Na verdade, a maneira como a mãe responde aos comportamentos do bebê, por exemplo, os sons que ele faz, seus olhares e movimentos, é algo muito importante para seu desenvolvimento.


A importância da mãe responder aos comportamentos do bebê foi demonstrada por uma pesquisa com bebês de 9 e 13 meses de idade realizada por uma pesquisadora americana. Essa pesquisadora observou que a aquisição de linguagem e desenvolvimento cognitivo dos bebês aconteceu antes quando as mães eram mais responsivas aos seus comportamentos.


As maneiras de responder ao comportamento do bebê, o que é chamado na ciência de responsividade materna, pode se dar de variadas formas, como por exemplo: imitando o som que o bebê acabou de fazer, fazendo perguntas ou simplesmente descrevendo o ambiente para ele. Ou seja, o que esse estudo mostrou é que ao serem mais responsivas, as mães ajudaram os filhos a se desenvolverem mais rápido.


Sabemos que as primeiras interações são importantes na criação do laço mamãe-bebê, respostas aos balbucios da criança (aqueles sons que ela faz) podem ajudar ao que estamos chamando aqui da mãe e criança se conhecerem melhor. Interações mãe-bebê são potentes para o desenvolvimento do bebê e da relação mãe-bebê. Ressaltamos ainda, que as interações são livres e, assim como cada mãe e bebê são únicos, elas também vão acontecer de modo particular em cada relação.


Referência: TAMES-LEMONDA, C. et al (2001). Maternal Responsiveness and Children’s Achievement of Language Milestone in: https://bit.ly/rfrmtg


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